Sindasp/CE reitera compromisso com categoria e denuncia superlotação e déficit no efetivo


Em meio à crise nas unidades prisionais e cadeias públicas do interior, o Sindicato dos Agentes e Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará reitera a necessidade de criação emergencial de 14 unidades regionalizadas, conforme solicitação junto à Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus). Os diversos pedidos foram protocolados ou constam em atas de reuniões como reivindicação do sindicato. Além disso, o Sindasp/CE também denuncia as condições precárias das unidades do interior, deixando os agentes penitenciários cada vez mais vulneráveis ao crime organizado.

Diante do caos, os sindicalistas também já requereram a nomeação imediata do cadastro de reserva e buscam, ainda, a retificação do edital do último certame realizado em 2017, possibilitado a chamada de candidatos remanescentes, levando em consideração o déficit de quatro mil agentes. Para a diretoria do Sindasp/CE, o Estado perdeu o controle da situação que, mesmo consciente dos constantes riscos, prefere ignorar as reclamações do sindicato.

O fato ocorrido em Cascavel, neste sábado (15), havia sido comunicado a pasta ainda no dia anterior, quando a diretoria do Sindasp/CE cobrava soluções para os ataques praticados contra agentes fora das unidades prisionais, bem como ameaças de internos. A burocracia mais uma vez ganhou espaço e o sangue foi derramado em uma cadeia pública que tem capacidade para 30 presos, mas que abrigava 85 durante mais um episódio de violência.   

Um dia após o aviso, os detentos iniciaram um confronto e mataram três presos integrantes de um grupo rival. Para tanto, a Sindasp/CE explicou aos gestores da Sejus que os 82 presos que já estavam detidos ameaçavam matar ou chamar um reforço para invadir o local. O Sindasp/CE reitera o compromisso com a categoria, denunciando e cobrando ações inteligentes e emergenciais para o Sistema Penitenciário, considerado o gargalo da Segurança Pública.

 

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